InícioBlogRedução da Jornada de Trabalho para 36 Horas: O Que Muda com...

Redução da Jornada de Trabalho para 36 Horas: O Que Muda com a PEC 148/2015 em 2026!

Imagine trabalhar menos dias na semana, ter dois dias garantidos de descanso e ainda manter o mesmo salário. Parece sonho? Pois essa pode ser a nova realidade do trabalhador brasileiro.

A redução da carga horária de trabalho deve ser prioridade do Congresso Nacional em 2026. A proposta está pronta para ser votada no Plenário do Senado e promete mexer — e muito — com a rotina de milhões de brasileiros.

Estamos falando da PEC 148/2015, que prevê o fim gradual da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas.

Mas o que realmente muda? Quem ganha? Quem perde? E quando isso começa a valer? Vamos direto ao ponto.

A proposta que pode transformar o mercado de trabalho brasileiro

Prioridade do Congresso em 2026

Senadores governistas e a Presidência da República já sinalizaram: a redução da jornada será um dos principais temas do Congresso em 2026.

Não é um debate pequeno. É o tipo de mudança que altera a engrenagem do país inteiro.

Apoio do governo federal

O relator da proposta, senador Rogério Carvalho (PT-SE), líder do governo no Senado, defende abertamente a medida.

Segundo ele:

“É o projeto que mais vai mexer com a vida dos brasileiros.”

E não é exagero.

O que prevê a PEC 148/2015?

Fim gradual da escala 6×1

Hoje, muitos trabalhadores seguem a chamada escala 6×1 — trabalham seis dias e descansam apenas um.

A proposta prevê o fim desse modelo.

Dois dias de descanso semanal

O descanso mínimo passará de um para dois dias por semana, preferencialmente aos sábados e domingos.

Isso significa mais tempo com a família, mais lazer e mais equilíbrio.

Redução de 44 para 36 horas semanais

A jornada máxima cairá de 44 para 36 horas semanais, sem contar horas extras.

É uma redução significativa — oito horas a menos por semana. Um dia inteiro a menos de trabalho.

Como será a transição das novas regras?

Nada acontecerá da noite para o dia.

Primeiro ano sem mudanças

No ano de publicação da emenda, as regras atuais continuam valendo.

Implementação progressiva

No ano seguinte:

  • O descanso semanal passa para dois dias.

  • A jornada começa a ser reduzida gradualmente.

Consolidação total em seis anos

Somente após seis anos os novos direitos estarão totalmente implementados.

Ou seja, é uma mudança planejada para evitar choques bruscos na economia.

Tramitação no Congresso Nacional

Aprovação na CCJ

A PEC foi aprovada em 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Um passo importante.

Próximas etapas no Senado e na Câmara

Agora, o texto precisa:

  • De duas votações no Plenário do Senado (mínimo de 49 votos favoráveis).

  • De duas votações na Câmara (mínimo de 308 deputados favoráveis).

Só então poderá ser promulgado.

Possível novo projeto do Executivo

Segundo o relator, o Palácio do Planalto pode enviar um novo projeto em regime de urgência constitucional para acelerar a tramitação.

O jogo político ainda está em andamento.

Quantos trabalhadores serão beneficiados?

Dados da Unicamp

Pesquisa da Unicamp mostra que trabalhadores contratados pela CLT representam 37% das pessoas ocupadas em 2024.

Trabalhadores CLT

Cerca de 38 milhões de trabalhadores com carteira assinada seriam diretamente beneficiados.

Outros grupos incluídos

Também terão direito:

  • Servidores públicos

  • Empregadas domésticas

  • Trabalhadores portuários

  • Trabalhadores avulsos

Quem fica de fora?

Contratados como pessoa jurídica (PJ) não terão direito automático à nova jornada.

Mas o relatório afirma que até trabalhadores informais podem se beneficiar indiretamente, com um novo padrão de mercado.

Salário será reduzido?

Essa é a pergunta que muita gente faz.

Garantia de manutenção da remuneração

A proposta é clara: os empregadores não poderão reduzir salários para compensar a redução da jornada.

Menos horas, mesmo salário.

Limite diário de 8 horas mantido

O limite de oito horas diárias continuará valendo.

Exemplos de novas jornadas possíveis

Algumas possibilidades:

  • 8 horas de segunda a quinta e 4 horas na sexta;

  • 7 horas e 12 minutos de segunda a sexta.

Os detalhes poderão ser ajustados por meio de acordos trabalhistas.

Impactos econômicos e debate político

Nem todo mundo concorda com a proposta.

Argumentos favoráveis

Defensores afirmam que a medida:

  • Melhora a qualidade de vida;

  • Aumenta a produtividade;

  • Reduz doenças relacionadas ao estresse;

  • Estimula o consumo.

Críticas sobre impacto financeiro

O senador Izalci Lucas (PL-DF) levantou preocupação:

“Quem é que paga essa conta?”

Ele alerta para possíveis impactos negativos, especialmente nas pequenas empresas.

Pequenas empresas no centro da discussão

Empresas com poucos funcionários podem enfrentar dificuldades para manter a produção com menos horas trabalhadas.

O debate econômico ainda deve se intensificar.

O que pode mudar na vida do trabalhador?

Agora vamos falar da vida real.

Qualidade de vida

Dois dias de descanso fixo podem significar:

  • Mais tempo com a família;

  • Mais descanso físico;

  • Mais saúde mental.

Produtividade e saúde

Estudos internacionais indicam que jornadas menores podem aumentar a produtividade.

Trabalhar menos não significa produzir menos. Às vezes, significa produzir melhor.

A PEC 148/2015 não é apenas uma mudança na carga horária. É uma transformação estrutural no modelo de trabalho brasileiro.

Se aprovada, a jornada de 36 horas e o descanso semanal de dois dias poderão redefinir a relação entre vida profissional e pessoal no país.

Mas ainda há etapas políticas a superar e debates econômicos a enfrentar.

A pergunta que fica é: o Brasil está pronto para trabalhar menos e viver mais?

FAQs – Perguntas Frequentes

1. Quando a nova jornada começa a valer?

Somente após aprovação final e promulgação. A implementação será gradual ao longo de seis anos.

2. O salário poderá ser reduzido?

Não. A proposta proíbe a redução salarial.

3. Quem será beneficiado diretamente?

Principalmente trabalhadores CLT, servidores públicos, domésticos e trabalhadores avulsos.

4. A escala 6×1 será proibida imediatamente?

Não. O fim será gradual, ao longo da transição prevista.

5. A proposta já está valendo?

Ainda não. Precisa ser aprovada em votações no Senado e na Câmara.

Lucas Paes
Lucas Paes
Redator, especialista na criação de conteúdos com foco em ações de SEO. Escreve sobre Empregos, Cursos, Concursos e Utilidade Pública. Contato: (61) 99112-4686 E-mail: contato@horadoempregodf.com.br
Relacionados:
- Advertisment -

Mais vistos

Novas vagas todos os dias no Grupo!